Depois de tantas histórias de papel
Tantas folhas rasgadas
Ou no jardim desgastadas
Consigo encontrar uma bela flor
A primavera nem chegou
O outono se foi a pouco
Com esse vento gelado no rosto
Digo que tenho meu conforto
Já parecia desacreditado
Aquele frio congelante
Fez o coração parar
Mas, de repente, o Sol brilhante
Reanimou e fez acelerar
Mas, calma
Mais calma
Não escreva como a pulsação
Espere aflorar e dance conforme a música
Os novos papéis e folhas virão por canção
Escrevo pra gostar de mim
E te ver dançar depois
Em meio ao mesmo jardim
Palco da história de nós dois.
Por Leonardo Muniz.
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
O romance de Ramirez*
Um alguém melhor é resultado de uma nova matriz dada em sua vida, sempre. Uma menininha mal chegou e vai te esquecer se você continuar a se prender no passado. Me diz: até quando vai deixar isso acontecer? Ela chama "vem me abraçar" e você pensa "sei que ninguém vai mudar nós dois", mas, na verdade, o "nós" não existe mais. Coloque em sua cabeça "o presente só mostra que o passado se foi, e feliz sem mim". Tente deixar pra trás e corra atrás da nova garota:
- Hey, não vá! Não fique assim... Já foi dado seu desembarque. Agora vou te levar pra casa, deve estar cansada.
Alivie-se e diga a si mesmo "não sou um só. É a volta do nós (com outro você) e vou aproveitar o que perdi!". Terá um desfile de motivos para ser feliz. Será como bem quiser. Sophia é formada em música. Você em turismo. Agora imaginem a união: o nós ouvindo um countrycore... em Roma e Lyon! A vida seria como a de divertidos desenhos, não é? E não pense que você foi longe demais com essa idéia, mas sim "esse é o melhor do que há pra nós", afinal as frustrações infantis foram esquecidas e vocês conseguiram entrar em novos tempos.
Então, com a maré favorável, relaxe, escreva uma história bonanza. Seja bem-vindo ao show do viver! Acorde e venha ver o Sol nascer. Como as garotas do interior que, sendo jovens demais, ainda não sabem que a vida é muito mais. Elas devem dar uma despedida seca aos rapazes que as procuram por lá sem amar. E, enquanto isso, peço seu gosto mais uma vez. A mesma história aconteceria com elas se pedissem sempre um pouco mais. Veja como quero te levar hoje... Esse é o fim do começo, na verdade. É quando posso gritar pra você, com você, amor, depois do que aprendemos: Vamos à glória!
Por Leonardo Muniz.
* Ramirez é uma banda carioca que faz boa música e este texto contém o título e a faixa dos 3 álbuns já produzidos por eles. Pra conhecer: http://ramirez.art.br
- Hey, não vá! Não fique assim... Já foi dado seu desembarque. Agora vou te levar pra casa, deve estar cansada.
Alivie-se e diga a si mesmo "não sou um só. É a volta do nós (com outro você) e vou aproveitar o que perdi!". Terá um desfile de motivos para ser feliz. Será como bem quiser. Sophia é formada em música. Você em turismo. Agora imaginem a união: o nós ouvindo um countrycore... em Roma e Lyon! A vida seria como a de divertidos desenhos, não é? E não pense que você foi longe demais com essa idéia, mas sim "esse é o melhor do que há pra nós", afinal as frustrações infantis foram esquecidas e vocês conseguiram entrar em novos tempos.
Então, com a maré favorável, relaxe, escreva uma história bonanza. Seja bem-vindo ao show do viver! Acorde e venha ver o Sol nascer. Como as garotas do interior que, sendo jovens demais, ainda não sabem que a vida é muito mais. Elas devem dar uma despedida seca aos rapazes que as procuram por lá sem amar. E, enquanto isso, peço seu gosto mais uma vez. A mesma história aconteceria com elas se pedissem sempre um pouco mais. Veja como quero te levar hoje... Esse é o fim do começo, na verdade. É quando posso gritar pra você, com você, amor, depois do que aprendemos: Vamos à glória!
Por Leonardo Muniz.
* Ramirez é uma banda carioca que faz boa música e este texto contém o título e a faixa dos 3 álbuns já produzidos por eles. Pra conhecer: http://ramirez.art.br
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Dentro do baú (Someone like you)
Por muitas vezes quis escrever
Por muitas vezes sem saber o que
Talvez por sentir muito
Por não sentir
E o porquê?
Preciso dar voz a meu coração
Ultimamente ele está calado
As vezes que fala é pra gritar
"Alguém aí?!"
Não há resposta
Estou fechado
Preciso de alguém como você
Que tenha a chave do cadeado
Guardo agora minhas canções
Nelas que me aprisionei
Vou embarcar a um novo horizonte
Descobrir e gritar
"Coração a vista, jogado em alto mar!"
E se este também for o seu...
É encarar o oceano
E ir nadando buscar.
Por Leonardo Muniz.
Por muitas vezes sem saber o que
Talvez por sentir muito
Por não sentir
E o porquê?
Preciso dar voz a meu coração
Ultimamente ele está calado
As vezes que fala é pra gritar
"Alguém aí?!"
Não há resposta
Estou fechado
Preciso de alguém como você
Que tenha a chave do cadeado
Guardo agora minhas canções
Nelas que me aprisionei
Vou embarcar a um novo horizonte
Descobrir e gritar
"Coração a vista, jogado em alto mar!"
E se este também for o seu...
É encarar o oceano
E ir nadando buscar.
Por Leonardo Muniz.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Ecstasy ou café?
Me encontro num difícil dilema
E esse dilema é conceitual
Ainda não sei bem o que é o amor
Será que isso é normal?
Será que o amor
É aquele sentimento imenso?
Ou é aquele moderado,
Porém, com mais senso?
Amor demais é algo doente
Como a própria palavra pode explicar
Ele tende a não ir para a frente
Se é demais, é claro que irá transbordar
Em contraposição, vem o amor moderado
Não tem todo o sentimento do super amor
Entretanto, não tende a zero,
Como o amor desenfreado
Já dizia meu professor divorciado
Um casal sobre um amor explosivamente infinito,
E zero será sempre o resultado
Amor moderado nasce na amizade, da amizade
Nada pode abalar esse sentimento,
Nem a mais forte adversidade
Como eu já disse no começo
Eu não sei o que é o amor
Cada um decide o que quer
Uma pílula de ecstasy para hoje
Ou uma plantação vitalícia de café.
Por Igor Marques.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Trabalho de campo em Geografia
Toda abstração se concretizou
Linhas de pensamento e experimentos
Aplicações e, então, as demonstrações
Vejo tudo que se falou
Produção no trabalho de campo
Conceitos, métodos e técnicas
Juntos a cada passo
Compreendendo e explicando cada recorte do espaço
O que era banal
Pela paisagem e região
Virou local
Conhecido e otimizado
Se dá por gestão o planejamento territorial
Uniram-se as atividades antrópica e natural.
Por Leonardo Muniz.
Linhas de pensamento e experimentos
Aplicações e, então, as demonstrações
Vejo tudo que se falou
Produção no trabalho de campo
Conceitos, métodos e técnicas
Juntos a cada passo
Compreendendo e explicando cada recorte do espaço
O que era banal
Pela paisagem e região
Virou local
Conhecido e otimizado
Se dá por gestão o planejamento territorial
Uniram-se as atividades antrópica e natural.
Por Leonardo Muniz.
domingo, 3 de julho de 2011
Eu continuo a dizer...
Esqueça o pra sempre, ele não existe. Esqueça o que passou, por mais que você queira ele. Não vai mudar. Esqueça o futuro, pensar nele é ter medo da realidade. É tentar criar novas expectativas impossíveis de serem realizadas para o bem pessoal.
Falaremos do meu favorito, o presente. Ele é bom. Não há uma maneira plausível de torná-lo como nós desejamos, você apenas vive e fazendo a escolha certa se alegra. E, mesmo com as erradas, você aprende novas coisas para que o próximo presente seja bom.
Eu continuo a dizer...
Por Kaike Souza.
sábado, 2 de julho de 2011
Agricultor Urbano: Trabalho
Viagens a trabalho
Negócios e o baralho
Cartas na mesa são contas a pagar
Fim de mês é essa beleza
Não há como escapar
Com a cabeça atolada, esqueço o principal
Valor que devo dar à família e a meu animal
De estimação somos nós
Entrelaçados e embaraçados
Saia daqui, pois, preciso ficar a sós
Rotina quente
Vejo dias iguais, muitas repetições
Humanamente?
Impossível reproduzir, sem erros, ações
Ações, viagens a trabalho
Negócios e o baralho
Cartas na mesa são contas a pagar
Para um bando de "lalau"
E, para isso, tem-se a possibilidade da isenção fiscal
Interessante para multinacionais
Interessante para um multimilionário
Interessante pra você
Não pra mim que sou agrário
Volto na assimilação de nosso atraso
Vivo em cidade grande e não desenvolvo
É apenas espaço de submissão e vivência
Agricultura urbana, cultivo de experiência.
Por Leonardo Muniz.
Negócios e o baralho
Cartas na mesa são contas a pagar
Fim de mês é essa beleza
Não há como escapar
Com a cabeça atolada, esqueço o principal
Valor que devo dar à família e a meu animal
De estimação somos nós
Entrelaçados e embaraçados
Saia daqui, pois, preciso ficar a sós
Rotina quente
Vejo dias iguais, muitas repetições
Humanamente?
Impossível reproduzir, sem erros, ações
Ações, viagens a trabalho
Negócios e o baralho
Cartas na mesa são contas a pagar
Para um bando de "lalau"
E, para isso, tem-se a possibilidade da isenção fiscal
Interessante para multinacionais
Interessante para um multimilionário
Interessante pra você
Não pra mim que sou agrário
Volto na assimilação de nosso atraso
Vivo em cidade grande e não desenvolvo
É apenas espaço de submissão e vivência
Agricultura urbana, cultivo de experiência.
Por Leonardo Muniz.
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